ONDE COMEÇÕU
Márcia Nascimento Oliveira Gonçalves, conhecida artisticamente como Mamãe Quem Fez, construiu sua trajetória a partir dos saberes do crochê e da moda artesanal. Sua história começou ainda na adolescência, às margens do Rio São Francisco, em Pirapora, quando, aos 13 anos, iniciou suas primeiras experiências com linhas, agulhas, roupas e peças para bonecas.
ATUAÇÕES
Sua atuação atravessa diferentes espaços da cultura e da economia criativa. Ao longo de sua trajetória, participou de feiras, exposições, associações, ações culturais, oficinas e atividades formativas, compartilhando conhecimentos sobre crochê, moda artesanal, precificação, comercialização e independência financeira por meio do artesanato.
profissional e ferramenta de autonomia.
Entre todas as peças preservadas, esta é a que marca o verdadeiro início da trajetória de Márcia Nascimento. Feita quando ela tinha apenas 14 anos, o pano de mesa floral nasceu do olhar atento de uma adolescente curiosa que observava as mulheres crocheteiras da vizinhança na Vila Regina, em Montes Claros.
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As peças amarelas marcam uma nova fase na trajetória artesanal de Márcia Nascimento, por volta dos seus 15 anos. Diferente das primeiras criações feitas por curiosidade, essas obras revelam um amadurecimento técnico e um início de autonomia financeira.
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A colcha e o caminho de mesa representam uma fase madura na produção artesanal de Márcia Nascimento, marcada pela combinação de técnicas e pela durabilidade do trabalho manual. Produzidas há cerca de 35 anos, essas peças unem crochê e bordado em ponto cruz, revelando o domínio técnico e o olhar estético apurado da artesã.
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O camisa verde de crochê é uma das peças mais simbólicas do acervo de Márcia Nascimento. Criado quando ela tinha 14 anos, foi inspirado em um modelinho infantil comprado pela mãe para a irmã mais nova. Márcia, ainda em fase de experimentação, reproduziu o modelo em tamanho reduzido para sua boneca — uma demonstração precoce de sua observação, criatividade e domínio técnico.
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ACERVOS HISTÓRICOS
ATUAÇÃO
PARTICIPAÇÃO EM FEIRAS DE ARTESANATO
A participação em feiras de artesanato representa a dimensão comercial da atuação de Márcia, sendo os momentos destinados à exposição com possibilidade de venda direta de suas peças ao público. Ao longo de sua trajetória, particip As feiras também contribuem para a geração de renda e para a sustentabilidade de sua produção artesanal. É principalmente nesses espaços que ocorre a comercialização, enquanto suas demais ações possuem caráter predominantemente cultural, educativo e expositivo.
OFICINAS E TRANSMISSÃO DE SABERES
As oficinas e atividades formativas representam a dimensão de transmissão dos conhecimentos acumulados por Márcia ao longo de mais de cinco décadas. Suas ações abordam desde o aprendizado do crochê até temas relacionados à economia criativa, precificação, comercialização e valorização do trabalho artesanal.
EXPOSIÇÕES E PRESERVAÇÃO DO ACERVO
As exposições possuem finalidade cultural e de preservação da memória, sem terem a comercialização como objetivo central. Por meio do acervo construído durante sua trajetória, Márcia apresenta peças de diferentes períodos de sua produção, permitindo ao público conhecer transformações do crochê, da moda artesanal e de sua própria história.
Minha missão
FAMÍLIA
Fazer do artesanato um elo entre gerações. Compartilhar com filhos, netos, irmãs, alunos e pessoas da comunidade os saberes que recebi ao longo da vida, mantendo viva uma tradição que também conta a história da minha família.
HISTÓRIA
Preservar mais de cinco décadas de trajetória na moda e no artesanato norte-mineiro. Cada peça, técnica e memória do meu acervo representa um capítulo dessa caminhada e uma forma de manter vivos os saberes que ajudaram a construir quem sou.
REPRESENTATIVIDADE
Representar e valorizar a força de quem faz cultura por meio das próprias mãos. Quero contribuir para que artesãs, mulheres e novos criadores do Norte de Minas reconheçam o valor de seus saberes e encontrem espaço para mostrar, transmitir e dar continuidade à sua arte.
